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A importância da sua prática pessoal

É fato que o yoga só se estabelece mediante o contato entre professor e aluno, seja qual for o foco desta prática. Ninguém pode se tornar um yogi ou uma yogini apenas lendo livros e vendo vídeos no youtube.

Não é possível ser um yogi autodidata porque se trata de uma tradição muito antiga, que desde sempre tem sido passada de mestre para discípulo, de professor para aluno, mediante um método. A consciência dessa linhagem é uma das principais características de um yogi, portanto não é possível sê-lo sem isso. Você pode, sim, com a ajuda dos livros e da internet, fazer ginástica ou saber um pouco sobre o pensamento yogi, mas não estabelecer uma prática de yoga sozinho. Pode até ser possível plantar uma semente, mas não será possível aprofundar. Para isso é necessário uma rotina, comprometimento e a supervisão de um professor.

Por outro lado, depois que a prática é estabelecida, também é preciso que o aluno aprenda a caminhar com suas próprias pernas. Se por um lado o yoga é uma tradição que depende de um fio condutor, um bom professor é aquele que dá aos seus alunos conhecimento e autonomia para seguir o seu próprio caminho.

Portanto, este texto é para falar da importância da sua prática pessoal, independente do professor, desde que essa relação exista ou já tenha existido. Nesse texto estou falando especificamente sobre a prática de asana e pranayama, mas também se aplica ao estudo.

A prática de posturas e controle do prana (energia vital) visam proporcionar à pessoa a experiência da integração entre a consciência corporal e mental, bem como capacitar o indivíduo a ter uma mente contemplativa, e assim aprofundar-se em si mesmo. Por isso, mesmo que um pouco por dia, é importante que essa prática seja diária ou o mais constante possível.

autoconhecimento e aceitação

Um dos (senão o mais) mais importantes ensinamentos do Hatha Yoga é: ouça o seu corpo e aceite suas limitações. Só assim você vai ter o espaço necessário na mente para utilizar a inteligência do corpo ao seu favor. Esse espaço surge como resultado do relaxamento diante da constatação de que você é como é, e não precisa mudar. Tudo está bem como está neste momento.

Quando você se aceita do jeito que é, você relaxa e o coração se expande. Quando a mente está livre de expectativas e competição consigo mesmo, então você cresce.

Se você tem isso e já tem um conhecimento sobre alinhamento básico, fruto das suas aulas com o professor, já tem uma base segura para praticar algumas posturas conhecidas em casa.

Durante uma prática guiada, o professor aplica o conhecimento que ele tem, que veio do estudo sistemático e da prática pessoal dele, da inteligência do corpo dele. Mas é sua prática pessoal que você vai descobrir a real inteligência do seu corpo. Experimente praticar posturas simples, apenas escutando o seu corpo e obedecendo o que ele pede e observando como se sente.  Ou então, se não for posturas, experimente praticar o momento inicial/final das aulas: sentar-se consigo mesmo, colocando intenção e atenção no momento presente, simplesmente respirando profundo, observando e aceitando a pessoa que você é.

Portanto, fica a dica: tire um tempinho todo dia e pratique.

Se esta prática estiver baseada em autoaceitação e carinho pelo próprio corpo e por si mesmo, então os riscos são inexistentes.

Boa prática!

Namastê _/\_

soteropolitana, estudante de vedanta, formada em design gráfico, criadora, autora e ilustradora do respire e seus yoginhos. acredita que ser feliz é coisa simples e que yoga é para todos.

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