Como parar de trabalhar e começar a viver

Você continuaria fazendo o que faz se não precisasse mais se preocupar com dinheiro?

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Como parar de trabalhar e começar a viver

Se a resposta for sim, que maravilha! Você ouviu o seu chamado e provavelmente é uma pessoa feliz e realizada, pelo menos nesse aspecto. Se a resposta for não, talvez seja agora a hora de repensar suas escolhas. A vida passa muito rápido para ser desperdiçada fazendo algo que não tem outro propósito além do dinheiro.

Uma coisa é certa: quem faz o que gosta não sente que trabalha, e sim que move-se pela vida e ainda ganha dinheiro para isso. Quem faz o que gosta não separa o trabalho da vida, simplesmente vive. Fomos levados a acreditar que temos que escolher uma “carreira respeitável pra ser alguém na vida”, e o resultado disso é um monte de gente insatisfeita, estressada, fazendo algo que não gosta – ou que até gosta, mas que definitivamente não continuaria fazendo se de repente ganhasse na loteria – pra poder ganhar dinheiro e sustentar um estilo de vida que não necessariamente é o que se queria, mas que é o socialmente aceito.

Desde sempre somos estimulados a escolher uma carreira dentre aquelas que já existem. Quantos pais estimulam seus filhos a expressarem o seu potencial criativo e descobrirem seus talentos – e a partir daí sim cultivar um espírito empreendedor e rentável -, ao invés de escolher um curso para prestar vestibular? Pouquíssimos. O resultado disso é um monte de gente trabalhando e deixando a vida passar por causa do emprego. Pessoas já começando a semana contando os dias para a sexta-feira. Pessoas totalmente desconectadas do presente, vivendo à espera do futuro. Soa familiar? Então definitivamente a hora de repensar é agora!

O lado bom disso é um grande número de pessoas percebendo a fria na qual se meteram e largando tudo pra fazer o que gostam. Pessoas que cada vez mais têm coragem de ir atrás de expressar seus verdadeiros talentos.

Mas agora você pode estar pensando: “Sim, isso é tudo lindo e maravilhoso e eu adoraria fazê-lo, mas como eu faço pra descobrir o que eu realmente gosto, a minha verdadeira vocação? Eu me arrisco a dizer que é simples, porém não necessariamente é fácil. Se você não tiver tido nenhuma epifania, vai exigir tempo, esforço e desprendimento da sua parte, assim como tudo o que é bom na vida exige.

1. Se dê espaço para descobrir aquilo que realmente te move

Crie um ambiente propício para isso. Vá pra a praia, pra um jardim, fique na cama até mais tarde, ou seja lá onde for que te permita estar bem à vontade. Aqui o negócio é bater um papo bem franco consigo mesmo, se perguntando “o que é que eu, de verdade, gosto de fazer?”. Fazer um brainstorm, sem julgamentos. Não pense em termos de o que você gosta de fazer que é útil. Nesse momento pense somente no que você gosta de fazer, e ponto! Tomar sorvete? Desenhar? Conhecer lugares novos? Ler? Jogar futebol? Não interrompa nem julgue os pensamentos, deixe eles fluírem e vá anotando.

2. Observe-se e perceba qual é a essência da sua personalidade

Essa parece um pouco mais difícil, mas não é. Tem gente que gosta de ficar parada, concentrada em uma tarefa o dia inteiro, e tem gente que se não se mexer, fica doida. Algumas pessoas adoram ficar dentro de casa, outras precisam estar ao ar livre. Umas gostam de falar muito e são naturalmente sociáveis, enquanto outras são naturalmente mais solitárias. Enfim, faça uma auto-análise e se permita descobrir como você é, em vários aspectos. Não existe certo nem errado, existe você.

3. Descubra qual é o seu propósito na vida

Ok, ninguém tem só um propósito na vida, mas sempre tem um que fala mais alto que os outros e guia a maior parte das nossas escolhas. Por exemplo, um jornalista é, idealmente falando, alguém cujo propósito de vida é entregar a verdade para as pessoas, e por isso escolheu essa profissão. Um médico é alguém que tem como propósito de vida livrar as pessoas das enfermidades do corpo. Um professor de yoga é alguém cujo propósito é guiar pessoas pelo caminho do autoconhecimento. O propósito é, em outras palavras, a forma como você gostaria de servir as pessoas. Esse é um momento muito importante, porque tudo aquilo que é feito para satisfazer apenas a nós mesmos em algum momento gera insatisfação. Curiosamente, é a parte que a maior parte das pessoas não pensa na hora de escolher o que quer fazer da vida. Ainda não pense em termos de profissão ou ofício. Pense somente em como você gostaria de melhorar a vida dos outros, ou melhor, no que você gostaria de proporcionar aos outros.Isso tem muito a ver com crenças e valores pessoais, por isso tenha paciência e ouça por aquilo que está lá ressoando dentro de você, só esperando uma oportunidade para se manifestar.

Dica de leitura: O que é propósito de vida?

4. Agora, misture tudo e veja quais são as suas possibilidades reais

Pegue algumas daquelas coisas que você listou como as que mais gosta de fazer, veja como elas podem se combinar com a essência da sua personalidade e com o seu propósito de vida a fim de se tornar algo rentável para você e interessante para as pessoas. Agora sim comece a pensar em termos mais concretos. Visualize, sonhe, pesquise, planeje, escreva, crie. Não necessariamente nessa ordem! 

5. Arrisque-se. 🙂

E agora, meu amigo e minha amiga, o negócio é se jogar. Se você puder, se jogue de vez.  Se não, vá se aventurando aos poucos, mas não tenha medo. O máximo que pode acontecer é não dar certo. E aí é só começar tudo de novo, afinal a vida não é uma contagem regressiva. 🙂

Ao contrário do que dizem, nunca é tarde para começar do zero. Não vou dizer que é fácil, e nem que todo mundo vai te apoiar, mas isso na verdade não importa muito. O que importa é que você pare de perder seu tempo e energia em causas que não valem a pena. Não deixe pra viver a vida quando se aposentar. Não viva no plano do “quando” e do “se”, porque isso é um enorme desperdício de vida. Até porque o passado já passou, e o futuro, na verdade, nem existe.

E você, tem alguma história pra contar?

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